terça-feira, 6 de setembro de 2016

Primeira candidata lésbica do concurso Miss Estados Unidos luta por causas LGBT

Representando o Missouri, Erin O'Flaherty revela que não se incomoda com o preconceito

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Erin O'Flaherty, 23, eleita Miss Missouri, tornando-se a primeira mulher abertamente gay a disputar o concurso 'Miss Estados Unidos' - AP/Mel Evans
RIO— O concurso Miss Estados Unidos 2017 terá sua primeira candidata assumidademente lésbica. Uma das mais cotadas para vencer a disputa, Erin O 'Flaherty, de 23 anos, a Miss Missouri, disse que demorou a entender sua sexualidade.
"Tive dificuldade para entender que eu sou lésbica. Era muito confuso saber que poderia ser gay e que, ao mesmo tempo, eu era feminina, porque isso não se enquadrava dentro da visão estereotipada que eu tinha sobre mulheres LGBT. Levei anos até descobrir quem eu sou de verdade", revelou ela à revista "Cosmopolitan".
Contando que seu sonho de criança sempre foi ser eleita Miss América, O'Flaherty explicou que se inscreveu, este ano, por ser o último em que poderia tentar conquistar o maior título de beleza dos Estado Unidos.
"Estou muito feliz por ter a chance de disputar o meu sonho, principalmente, porque eu não poderia concorrer outra vez por causa dos limites da idade que o concurso exige. Além disso, sou a primeira mulher assumidademente gaya se tornar miss em meu país. Isso é único e inspirador", disse ela.
Com o apoio dos pais, a modelo nunca precisou se "trancar no armário" nos concursos. Mesmo morando em uma das regiões mais conservadoras dos Estado Unidos, Erin narra que sempre foi muito bem acolhida pelas equipes, concorrentes, amigos e familiares.

"Eu nunca deixei ninguém me pressionar para fingir ser o que eu não sou. Assim como pode ser assutador pensar que moro em um lugar conservador, é incrível perceber que as pessoas são acolhedoras e gentis. Isso mostra que nossa política não corresponde necessariamente ao nosso povo, pelo menos, não o tempo todo. Sei que muitos podem não concordar com isso, mas eu só quero tentar ser a melhor Miss Missouri que posso ser e mostrar que minha sexualidade não muda em nada o meu trabalho.
Causas sociais
A miss pretende usar seu reinado para quebrar tabus e servir de modelo dentro e fora das passarelas. Erin também defende causas em favor da comunidade gay, como a luta pela prevenção ao sucídio de jovens LGBT.
"Um dos meus melhores amigos cometeu suicídio quando eu tinha 13 anos. Meu sofrimento mostrou que essa é uma missão na minha vida. O suicídio é a segunda principal causa de morte em pessoas entre as idades de 14 e 25, e a 11ª causa de morte, em geral. Jovens LGBT são, na verdade, oito vezes mais propensos a tentar o suicídio em comparaçãoaos adolescentes heterossexuais".
Erin é dona de uma loja de roupa nos subúrbios de St. Louis, no Missouri. Em caso de vitória no Miss América, a empresária ganhará uma bolsade estudos no valor de US$50 mil.
A disputa do Miss América acontece no próximo domingo, no Boardwalk Hall, em Atlanta.
Concurso conservador
Antes de Erin, já duas concorrentes lésbicas (Mollie Thomas, em 2012, e Analouisa Valencia, nem 2013) tinham tentado ganhar o concurso na Califórnia e da Carolina do Sul, respectivamente, mas não ganharam a coroa.
A espanhola Patricia Rodrígues, ficou em segundo lugar no Miss Universo 2013 e só assumiu a homossexualidade, no ano seguinte, quando postou uma foto ao lado namorada em seu Instagram.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ela/gente/primeira-candidata-lesbica-do-concurso-miss-estados-unidos-luta-por-causas-lgbt-20058476#ixzz4JULF6GjL 
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