Bem produzido e com resultado maravilhoso, Miss Brasil 2015 foi uma surpresa agradável na noite dessa quarta (18)
O Miss Brasil 2015 aconteceu ontem na tela da Band e elegeu a gaúcha Marthina Brandt, de 23 anos, como a nova representante do país no Miss Universo, que este ano acontecerá dia 20 de dezembro, em Las Vegas, nos Estados Unidos. O Box de Séries assistiu tudinho e vai analisar tudo o que rolou nessa noite. Se liga:
Luz na passarela que lá vem ela: a gaúcha Marthina Brandt competirá dia 20 de dezembro no Miss Universo 2015.
O concurso começou com um vídeo de introdução lindo e bem feito, cheio de emoção. A sensação era de estar assistindo o Miss Universo ou Miss USA. Foi sem dúvida um golaço! A abertura, ao som de Worth It do Fifth Harmony, foi bem coreografada e bonita (apesar de longa e do palco pequeno), mas as cores das roupas usadas pelas candidatas ficaram ofuscadas pelo palco.
Mais ágil e dinâmico, o concurso voltou do comercial já pronto para cortar as candidatas de 27 para 15. Todas as 7 favoritas que o nosso site apostou no início da semana entraram. O TOP 15 foi formado por 6 estados do Nordeste (Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia e Pernambuco), os 3 do Sul (Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina), 3 do Sudeste (Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais) e 3 do Centro-Oeste (Distrito Federal, Mato Grosso e Goiás).
As misses nos vestidos do mestre Alexandre Dutra.
A Ford Models que entrou na organização junto com a Polishop mostrou que trabalha sério e seu júri técnico fez um excelente TOP 15. Tirando Minas Gerais (classificada pela votação do público) tudo estava certo. O Miss Brasil seguiu para a primeira prova da noite, a de vestidos de gala – ao som do Cross Over, uma mistura incrível de violino com DJ que caiu como uma luva. Lembrou o Miss Universo 2003, todo ao som das violinistas do Bond.
O destaque dessa prova ficou com a Miss São Paulo, muito segura de si, presente e sabendo onde tava pisando. Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro como esperado estavam incríveis. Duas belezas extremamente diferentes e agradáveis. As surpresas ficaram para Bahia e Santa Catarina, servindo carão e muita simpatia no palco.
Foi no corte para o TOP 10 que a coisa degringolou. A Miss Rio de Janeiro, favorita junto com a gaúcha no Brasil e no exterior, foi parada na primeira fase da competição. De beleza brasileiríssima e com grande apelo internacional, Nathalia Kaur seria uma latinona de peso para brigar no Miss Universo. O júri da noite final errou feio ao eliminá-la!

A carioca Nathalia Kaur foi injustiçada em rede nacional. Inadmissível!
Isso acentuou o erro de começar em vestidos de gala. Mundo afora, todos os concursos seguem a ordem: primeiro a competição em biquíni com o TOP 15 e depois em vestido com o TOP 10, justamente para cortar logo quem não está em forma para o concurso. Aqui, a ordem invertida prejudicou os resultados. Além da carioca, também foram eliminadas Pernambuco, Distrito Federal, Paraná e Piauí.
O TOP 10 em traje de banho foi a hora da verdade. Ao som de Pitbull e acompanhadas pela bateria da Pérola Negra, o concurso teve aí seu momento mais animado.
Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul mandaram bem, enquanto os portes físicos da Bahia e da Mato Grosso desapontaram, apesar dos rostos belíssimos.
Goiás terminou sendo uma grata surpresa na noite final. Toda na média e com muita elegância, foi comendo pelas beiradas e fisgou um merecido TOP 10. O TOP 5 foi formado por Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Mato Grosso. Ou seja, o Box acertou ainda 4 das 5 finalistas.
A essa altura as misses já estavam de maiô, que é um outro erro que causa estranhamento e o Brasil, ano após ano, não conserta. O desfile de maiôs até dá para passar, mas deixar a competição por último para a vencedora ser coroada de maiô e manto é muito brega e datado. Superem!
Nas perguntas, nenhuma foi extremamente bem e nem extremamente mal. Bem baunilha, o lado positivo foi que ninguém passou vergonha. Mariana Weickert, um e s p e t á c u lo de apresentadora conversou com as meninas antes das perguntas dos jurados, o que acalmou bem os ânimos e as deixou mais a vontade. Grande acerto!
Rio Grande do Sul e São Paulo travaram uma batalha épica do início ao fim do concurso.
O concurso ficou claramente entre São Paulo e Rio Grande do Sul a partir do momento em que Rio de Janeiro saiu. Uma loira, que fugia do padrão que o Miss Brasil persegue e outra exatamente do jeito que o Brasil gosta de mandar para o Miss Universo. Ambas estiveram no TOP 3, com a Santa Catarina, em segundo lugar e São Paulo em terceiro.
Conhecido por muitos resultados absurdamente inexplicáveis, o Brasil acertou este ano. O Miss Universo, que saiu das mãos de Donald Trump e agora está com a poderosa IMG (da semana de moda de Nova York e várias outras pelo mundo) talvez esteja procurando um padrão mais modelo do que nunca. Marthina se encaixa perfeitamente no perfil.
Outra coisa é que o embarque para o Miss Universo já é daqui a 10 dias. Por irresponsabilidade, inviabilidade e desorganização, o Miss Brasil ocorreu muito em cima da hora, então a preparação seria a mínima possível. Eles precisavam escolher uma miss pronta, que não precisasse de muito para chegar no Miss Universo.
Marthina precisa se espertar mais na passarela, principalmente durante a prova de biquíni, obrigatoriamente mais solta e despojada. A elegância que ela tem de sobra é para o desfile em vestido. O Miss Universo cobra atitude e quem nega fica para trás. Além disso, Alexandre Dutra terá que fazer o vestido da sua vida para ela usar no Miss Universo, de preferência um que superea obra de arte que ele fez para a Miss Brasil 2012.
O mais pomposo dos elogios dessa noite vai para Mariana Weickert, uma apresentadora afiada, boa de conversa, natural e super espontânea. Renata Fan já estava muito engessada na função, quase robótica. Mari trouxe frescor para o desenrolar o concurso, além de estar uma miss de tão bonita.

Em seu segundo look da noite, Mariana apareceu caríssima num vestido preto mítico e batomzão vermelho.
Cássio Reis, infelizmente, não conseguiu acompanhar. Quem o conhece sabe que ele é simpático, mas se enrolou demais com o TP e teve várias falhas. Sua naturalidade acabou forçada. A Band tem por obrigação manter Mariana para o Miss Brasil ano que vem e colocar ela para apresentar o Miss Universo! Fica aí a dica de ouro.
Pela produção, a Floresta de Elisabetta Zenatti arrasou – tudo ao lado da Polishop/Be Emotion e da Ford Models. Em nível de espetáculo televisivo e resultados, foi o melhor Miss Brasil já visto até hoje e se continuar assim, tem tudo para melhorar muito mais.
O Miss Universo rola dia 20 de dezembro e é claro que vamos ter cobertura completa aqui, viu? Você não perde por esperar.

Ficamos por aqui mas mês que vem tem mais!
Obrigado pela visita e tenha um ótimo dia!
http://www.boxdeseries.com.br/site/miss-brasil-2015-foi-o-melhor-dos-ultimos-tempos/
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